sábado, 7 de setembro de 2019

MEU LIVRO SOBRE AUDÁLIO DANTAS SERÁ LANÇADO NO DIA 26

LIVRO TRAZ A CURTA E PREMIADA VIDA PARLAMENTAR DE AUDÁLIO DANTAS
Audálio Dantas ficou nacionalmente conhecido como líder sindical dos Jornalistas, repórter e escritor, mas muitos se esquecem que ele teve uma breve passagem pela política parlamentar, exercendo um mandato de deputado federal entre 1979 e 1983. 
No sindicalismo, o que marcou Audálio foi sua conduta corajosa a frente do Sindicato dos Jornalistas de S. Paulo no momento do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975. Junto com sua diretoria e com Dom Paulo Evaristo Arns e o rabino Henri Sobel, ele foi um dos responsáveis pelo histórico Ato Ecumênico na Catedral da Sé, em memória de Vlado, episódio que abalou a ditadura militar vigente. Mais tarde, Audálio seria eleito também presidente da Federação Nacional dos Jornalistas.
Antes disso ele já se destacara como um dos melhores repórteres brasileiros, autor da célebre matéria sobre a escritora-favelada Maria Carolina de Jesus, cujos diários ele editou no livro “Quarto de Despejo”, um best-seller no Brasil, logo traduzido em 13 idiomas. De sua própria autoria, Audálio teve vários livros publicados, com destaque para “As Duas Guerras de Vlado”, vencedor dos dois mais importantes prêmios da Literatura Brasileira, o Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e o Troféus Juca Pato, da União Brasileira de Escritores, em 2013. 
Convidado pelo então líder do MDB - Movimento Democrático Brasileiro (único partido de oposição legal ao regime militar, no bipartidarismo), Freitas Nobre, Audálio disputou uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de novembro de 1978, e apesar da total falta de recursos e de não ter nenhuma base partidária, elegeu-se com mais de 50 mil votos. 
Os quatro anos que passou na Câmara foram dedicados a defesa dos Direitos Humanos e dos Trabalhadores, numa fase em que o Brasil tinha dezenas de presos políticos, lutava-se (e conquistou-se) a Anistia para os exilados, e aconteceu a reforma partidária que extinguiu o MDB e a Arena e deu lugar ao pluripartidarismo. Nesse período, setores dos militares dividiam-se entre os que apoiavam a política de “abertura”  democrática anunciada por Geisel e Figueiredo, os dois últimos presidentes do regime, e os generais da linha-dura, que pretendiam prolongar o regime e para tanto chegavam a promover atos de terrorismo. Bombas explodiam jornais alternativos, bancas de jornais e entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio de Janeiro, matando uma secretária.
Audálio envolvia-se em todos esses temas polêmicos, assim como estava fisicamente presente nas portas de fábricas do ABC paulista quando das histórias greves de 1978, 79 e 80. Ali nascia um novo sindicalismo e logo o PT, sob a liderança de Luis Inácio da Silva, o Lula que tanto marcaria a História do Brasil nas décadas seguintes. Em 81, ao receber o prêmio Kenneth Kaunda de Direitos Humanos da ONU, em Nova Iorque (tendo como parceiros de honraria o ex-presidente estadunidense Jimmy Carter e a atriz sueca Liv Ülmann), Audálio fez a primeira defesa internacional de Lula, que já era perseguido pelos órgãos de segurança da ditadura.
Tudo isso está narrado no livro “Audálio, deputado”, um registro sobre a importância da atuação parlamentar numa fase de transição democrática, em muito semelhante a quem o Brasil terá que viver novamente, quando superar o atual estado de anomalia institucional - que, se não pode ser taxado de ditadura, tampouco é uma plena Democracia.

O AUTOR
Antonio Barbosa Filho é jornalista, nascido em Taubaté-SP. Trabalhou na Rede Globo de Televisão, Tribuna da Bahia, rádios e jornais da região do Vale do Paraíba paulista, onde foi por vários anos corresponde das rádios CBN e Jovem Pan. 
Foi secretário de Gabinete Parlamentar de Audálio Dantas durante a maior parte do seu mandato e manteve-se amigo próximo por cerca de 40 anos. Antonio Barbosa Filho é coordenador regional do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé no Vale do Paraíba e tem quatro livros publicados: “Cartas da Holanda” (2006); “A Bolívia de Evo Morales”, prefaciado por José Dirceu, (2008); “A Imprensa versus Lula” (2009); e “O Brasil na era dos imbecis - o discurso de ódio da Direita” (2011), primeiro livro a tratar da pregação extremista de Olavo de Carvalho. 
“Audálio, deputado”  é publicado pela João Scortecci Editora, tem 120 páginas, e prefácio do jornalista Altamiro Borges.
Em São Paulo tem lançamento marcado para o dia 26 de setembro, às 19:00 hs., no Centro Barão de Itararé, Rua Rêgo Freitas, 454 - 8o andar, com coquetel, homenagem a Audálio Dantas e sessão de autógrafos. Parte da renda dos livros irá para o Centro Barão de Itararé.

Contatos com o Autor:  periodistabr@gmail.com

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

BARÃO DE ITARARÉ PARTICIPA DE ENCONTRO PRÓ-LULA LIVRE NA EUROPA

A mobilização por Lula Livre na Europa



Por Antonio Barbosa Filho

Comitês e grupos europeus pró-Democracia no Brasil e pela libertação imediata de Lula preparam-se para um grande encontro em Berlim, entre os dias 16 e 18 de agosto, que deverá unificar o discurso e as ações dos brasileiros na diáspora. Há dois anos atrás houve um primeiro encontro, em Amsterdam, que impulsionou a militância e praticamente dobrou o número dos coletivos organizados.

Recentemente, outro passo importante para a aglutinação dos brasileiros mobilizados contra Bolsonaro e o golpe de 2016 foi a Caravana Lula Livre, que percorreu importantes instituições internacionais em Paris, Genebra, Bruxelas e Estrasburgo. Nessas cidades, uma comitiva de cidadãos e cidadãs protocolou em cada entidade um documento de nove páginas denunciando a situação no Brasil sob o governo de extrema-direita e a politização do Judiciário que mantém Lula em cárcere político. 

Segundo uma das organizadoras, Rebeca Lang, que vive em Paris desde os anos 90, a ideia da Caravana "já estava no coração de muitos há tempos, até que a companheira Suzete Souza Lima propôs ao grupo de Paris a visitação às instituições, começando pelo setor de Direitos Humanos da ONU, o Conselho e o Parlamento Europeus, o Conselho Mundial das Igrejas, a Organização Internacional do Trabalho, entre outras. Contatamos grupos em cada uma das cidades, que se dispuseram a nos receber e organizaram eventos artísticos e atos de rua em frente a cada organização internacional". 

Chamar a atenção da mídia européia é uma das metas dos militantes. O midiativista Bruno Faussi, filiado ao PT e membro do Coletivo Andorinha, vive e atua em Lisboa, e afirma que "no impeachment a mídia internacional não entendia bem o que estava acontecendo porque baseava-se no que publicava a imprensa hegemônica dentro do Brasil. Os coletivos organizados na Europa e no resto do mundo, inclusive com a Caravana Lula Livre e agora o encontro de Berlim, estão fazendo com que os jornais e revistas daqui comecem a repensar o processo em andamento no Brasil desde 2016". 

Em Berlim, sob coordenação da Fibra - Frente Internacional de Brasileiros Contra o Golpe, são esperados mais de 50 coletivos de quase todos os países da Europa e também das Américas, além dos que participarão por vídeo-conferência. A abertura constará de um painel reunindo o jornalista Breno Altman (do site Opera Mundi), a deputada na Espanha (brasileira) Maria Dantas, e a deputada estadual fluminense Renata Souza. Na mesma noite será aberta exposição de fotografias dos Coletivos e de Ricardo Stuckert e haverá um ato de confraternização, com a presença da filósofa Márcia Tiburi.

No dia 17 acontecerão oficinas e debates em grupos, e será projetado o filme "Entre Homens de Bem", que narra três anos da vida do ex-deputado Jean Wyllys, hoje refugiado na Alemanha devido a ameaças de morte feitas no Brasil por seguidores de Bolsonaro. Jean estará presente, como esteve no encontro de dois anos atrás na Holanda.

No dia 18, um ato pela Libertação de Lula e a aprovação de um documento de orientação aos brasileiros que vivem no exterior na luta pela reconquista da Democracia encerrarão o evento. O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé esteve presente na etapa de Bruxelas da Caravana Lula Livre e estará também no encontro de Berlim.

* Antonio Barbosa Filho é jornalista, autor de "Audálio,deputado", a ser lançado em setembro.

LIVRO SOBRE AUDÁLIO SERÁ LANÇADO NO BARÃO-SP



Meu livro "Audálio, deputado" terá seu lançamento oficial na sede do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, no final de setembro. A data será anunciada nos próximos dias, juntamente com o convite a todos os interessados. 
Audálio Dantas, falecido em maio de 2018, foi um dos maiores jornalistas brasileiros, autor de vários livros e em 1975 alcançou renome nacional por liderar a denúncia contra o assassinato, sob tortura, do jornalista Vladimir Herzog. Audálio era presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de S. Paulo e atuou com muita coragem naquele momento dramático, ao lado do então arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns e do rabino Henri Sobel.
O livro, porém, trata de um aspecto menos conhecido da trajetória de Audálio Dantas: seu mandato de deputado federal, entre 1979 e 1983. Eleito pelo então MDB, que se tornaria PMDB a partir de 1980, Audálio foi considerado um dos dez deputados mais influentes da Câmara dos Deputados e o melhor da bancada paulista. Fui seu secretário de Gabinete Parlamentar, e no livro reúno minhas lembranças e depoimentos de outras fontes como Mino Carta, Fernando Morais, Sérgio Gomes, Eduardo Suplicy, Odacir Klein, Ricardo Kotscho e outros.


sexta-feira, 7 de setembro de 2018